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Valorização

Só comemorar o IDEB não basta, é hora de valorizar quem faz a educação acontecer

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Na manhã desta sexta-feira (28), o SINTE-PI mostrou mais uma vez que a força da categoria não se mede apenas em números, mas em mobilização e coragem. Trabalhadoras e trabalhadores da rede estadual de educação cruzaram os braços em todo o Piauí, denunciando o descaso do governo que há um ano analisa a proposta de Plano de Carreira, Cargos e Salários construída coletivamente pela categoria.

No pátio da Secretaria de Educação, o bolo simbólico de “um ano de espera” expôs que enquanto o governo celebra índices do IDEB, os trabalhadores seguem com o pior salário do país, sem progressão digna e sem perspectivas de valorização. Uma contradição destacada pela presidenta do sindicato, Paulina Almeida, ao afirmar que “não dá para exigir excelência no ensino sem oferecer o mínimo: dignidade e valorização profissional”.

Os dados oficiais desmontam a propaganda otimista e revelam a urgência da luta, constatando-se que 13,8% da população do Piauí ainda não sabe ler nem escrever, que há 12 anos 88% dos docentes eram efetivos e hoje, somente 37,3% e que vergonhosamente o Piauí paga o pior salário do país para funcionários da educação e professores da rede estadual.

Esses números evidenciam desvalorização que empurra educadores ao abandono da profissão e compromete o futuro da escola pública.

A greve de 2025 deixou evidente que reajustes pontuais não sustentam o futuro. O que o Piauí precisa é de uma política permanente e estruturada de valorização, alinhada às diretrizes nacionais e capaz de resgatar a dignidade de quem dedica a vida às salas de aula.

A luta por um Plano de Carreira digno é também a luta pela democracia, pela justiça social e pela construção de um Piauí que respeite seus educadores e educadoras.

Veja as fotos em:

 https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1695891192546029&type=3

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