O fim da escala 6x1 e a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas sem redução salarial está próximo de ser aprovado pelo Congresso Nacional. O texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº221/2019 deve ser votado nessa quarta-feira (2), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado Federal.
Os membros da CCJ se reúnem a partir das 9h para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição, que já tem parecer favorável do relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.
É hora de pressionar!
Por isso que a vitória da classe trabalhadora, apesar de estar perto de ser conquistada, precisa de muita pressão junto aos senadores. E para isso começa nesta terça-feira (1º) e vai até quinta-feira (3), a partir das 14 horas, vigílias em frente ao Anexo II do Senado Federal.
Você também pode pressionar pela aprovação do fim da escala 6x1, enviando mensagens aos senadores. Basta acessar o Na Pressão. Acesse o link napressao.org.br e clique em pressionar. Também é possível acessar a plataforma clicando diretamente no banner superior no Portal da CUT.
A sua participação pode ser feita também por meio da plataforma da CUT: napressão.org.br s redes sociais. Use a hashtags #fimda6x1 e #ReduçãodejornadaJá!
O trâmite
Os membros da CCJ se reúnem a partir das 9h de quarta-feira, para deliberar a Proposta de Emenda à Constituição, que já tem parecer favorável do relator, o senador Omar Aziz (PSD-AM). Ele rejeitou as 12 emendas apresentadas até 26 de agosto e manteve o texto aprovado na Câmara, mas ainda precisará analisar outras 13 emendas apresentadas recentemente.
Se nenhum senador pedir vistas e o texto for aprovado por maioria simples dos 27 senadores que compõem a CCJ, a proposta pode ser levada ao plenário para votação, dependendo da decisão do presidente do Senado, David Alcolumbre (União-AP).
O fim da escala 6x1 para passar a valer precisa, além de passar pela CCJ, de 49 votos favoráveis dos 87 senadores no plenário da Casa e a PEC ser sancionada pelo presidente da República.
Senadores de direita tentam barrar o fim da 6x1
A líder do PP no Senado Tereza Cristina (MS), tenta mudar a tramitação da PEC que acaba com a escala 6×1. Em requerimento apresentado nesta segunda-feira (31), a senadora pediu que o texto passe a tramitar junto com uma proposta de Rogério Marinho (PL-RN), PEC 12/2016, que permite contratos por hora trabalhada e remuneração proporcional à jornada, podendo reduzir os depósitos do FGTS e valor de férias, além de uma jornada 7x0. A proposta dos senadores de direita ficou conhecida como PEC da Escravidão.
O movimento ocorre quando a PEC da 6×1 já está pronta para votação. O texto é o primeiro item da pauta da CCJ desta quarta-feira (2), às 9h, e recebeu parecer favorável do relator, Omar Aziz (PSD-AM). O pedido de Tereza ainda aguarda despacho.
Leia mais PEC da Escravidão: entenda a proposta do Senado que aumenta jornada e reduz direitos
Senadores que compõem a CCJ
A comissão tem 27 senadores titulares e 27 suplentes.
Os 27 titulares
|
Senador(a) |
Partido |
Estado |
|---|---|---|
|
Otto Alencar — presidente |
PSD |
BA |
|
Vanderlan Cardoso — vice-presidente |
PSD |
GO |
|
Eduardo Braga |
MDB |
AM |
|
Renan Calheiros |
MDB |
AL |
|
Jader Barbalho |
MDB |
PA |
|
Veneziano Vital do Rêgo |
MDB |
PB |
|
Renan Filho |
MDB |
AL |
|
Professora Dorinha Seabra |
União |
TO |
|
Styvenson Valentim |
Podemos |
RN |
|
Oriovisto Guimarães |
PSDB |
PR |
|
Jayme Campos |
União |
MT |
|
Omar Aziz |
PSD |
AM |
|
Eliziane Gama |
PSD |
MA |
|
Rodrigo Pacheco |
PSB |
MG |
|
Lourdinha Pereira |
PSB |
MA |
|
Carlos Portinho |
PL |
RJ |
|
Sargento Reginauro |
PSDB |
CE |
|
Magno Malta |
PL |
ES |
|
Marcos Rogério |
PL |
RO |
|
Rogério Marinho |
PL |
RN |
|
Rogério Carvalho |
PT |
SE |
|
Fabiano Contarato |
PT |
ES |
|
Camilo Santana |
PT |
CE |
|
Weverton |
PDT |
MA |
|
Tereza Cristina |
PP |
MS |
|
Laércio Oliveira |
PP |
SE |
|
Hamilton Mourão |
Republicanos |
RS |
Fonte: Rosely Rocha | Redação CUT


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